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    <title>O Chato de Galochas</title>
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    <updated>2007-06-25T14:13:02Z</updated>
    
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    <title>Israel lança candidatura própria à presidência dos Estados Unidos</title>
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    <published>2007-06-25T14:05:07Z</published>
    <updated>2007-06-25T14:13:02Z</updated>
    
    <summary>Com o mandato de George Bush escorrendo pelo ralo e pouquíssimas possibilidades de fazer um sucessor, Israel começa a se preocupar com o futuro da política externa dos Estados Unidos que vem sendo ditada por Jerusalém há vários anos....</summary>
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        <![CDATA[<p>Com o mandato de George Bush escorrendo pelo ralo e pouquíssimas possibilidades de fazer um sucessor, Israel começa a se preocupar com o futuro da política externa dos Estados Unidos que vem sendo ditada por Jerusalém há vários anos.</p>]]>
        <![CDATA[<p>As eleições presidenciais dos EU serão em 2008 e a possibilidade do partido republicano fazer um sucessor é quase nula. Enquanto eu escrevo este texto, a popularidade do Bush filho desceu abaixo dos 26%, um recorde em seus quase 7 anos de mandato. O resto do partido também vai muito mal. As eleições parlamentares de 2006 tiraram a maioria dos republicanos no congresso. Os democratas ganharam a eleição principalmente porque a guerra no Iraque vai mal, muito mal. Uma grande parte do partido já fala abertamente em retirada imediata das tropas, e esta opção está angariando apoio mesmo entre os republicanos.</p>

<p>Israel vê o sucesso americano na guerra do Iraque como de importância vital para sua própria segurança. Uma eventual derrota americana certamente iria alimentar egos de diversos lideres do mundo árabe. Egos estes muito murchos desde as vitórias militares achacapantes de Israel em um passado não muito distante. Uma eventual derrota ou até mesmo uma retirada ordenada das tropas é completamente inaceitável pela maioria dos judeus.</p>

<p>Se a pré-candidata democrata e senadora Hillary Clinton ganhasse as eleições, não haveriam razões para preocupação pois ela tem boas relações com Israel e uma posição no mínimo ambígua em relação à guerra. Mas ela também possui uma altíssima taxa de rejeição o que a torna um grande risco político. A situação volátil no Iraque se traduz em uma volatilidade similar também em território americano. Se o eleitorado esta puto com Bush ele também não está muito satisfeito com os democratas. Neste ambiente de indefinições, Israel corre um grande risco de algum aventureiro com idéias próprias ocupar o salão oval.</p>

<p>Assim, restou a Israel uma alternativa que, embora arriscada pode ser bastante frutífera: lançar uma candidatura própria. O nome: Michael Bloomberg. Se você nunca ouviu falar nele, segue uma rápida apresentação.</p>

<p>É político há bastante tempo e era originalmente democrata e razoavelmente liberal. Pulou para o partido republicano em 2001, basicamente para ganhar (comprar) uma vaga na corrida para a prefeitura de Nova Iorque. Foi eleito não exatamente por ser popular, mas por ter tido o apoio incondicional do prefeito anterior, Rudolph Giuliani, se bem que os 155 milhões de dólares gastos na campanha ajudaram bastante. Foi reeleito e, durante os dois mandatos (o segundo ainda correndo) se tornou bastante popular na cidade que dirige.</p>

<p>Michael Bloomberg é também muito rico. Um dos homens mais ricos dos Estados Unidos, com uma fortuna pessoal avaliada em 5 bilhões de dólares. Dono de um serviço de informações financeiras através de redes de computadores e que também englobam canais de televisão e estações de rádio via satélite.</p>

<p>Mas porque ele seria o candidato de Israel? Três razões:</p>

<p>1. Ele acabou de deixar o partido republicano. Porque? Porque não teria chances de concorrer à presidência pelo partido. Ele não é popular no resto do pais e certamente não ganharia as prévias. E mesmo se ganhasse, concorrer pelo partido republicano é certeza de derrota. Deixando o partido ele poderá concorrer como um independente.</p>

<p>2. Ele é favorável à guerra no Iraque, e completamente contra até mesmo um calendário para a retirada das tropas americanas.</p>

<p>3. Ele é judeu.</p>

<p>Sim, antes que você diga, eu digo a você: o simples fato de ser judeu e favorável à guerra não faz dele necessariamente alinhado aos sionistas.</p>

<p>Com certeza, mas há um pequeno detalhe que eu escondi de propósito: ele é favorável a continuar mentido aos cidadãos americanos que a guerra no Iraque tem a ver com o ataque ao WTC. Quase todo o planeta sabe que o ataque ao WTC em Nova Iorque não teve nada a ver com o Iraque ou com Saddam Hussein. Quase todo, porque a maioria dos americanos continua acreditando que um fato está indissoluvelmente ligado ao outro. Porque eles pensam assim? Ora, porque durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, a mídia americana martela esta mentira em suas cabecinhas. Michael Bloomberg não se faz de rogado, em 2004 durante uma conferência com a imprensa ele disse:</p>

<p>"Don't forget that the war started not very many blocks from here" (Não se esqueçam que a guerra começou a uns poucos quarteirões daqui). Associando claramente a guerra no Iraque aos supostos ataques terroristas.</p>

<p>Certamente também passou pela sua cabeça uma dúvida: se Bush e o partido republicano estão atolados até o pescoço com a guerra no Iraque, como um candidato que apóia esta guerra pode sequer pensar em ganhar eleições? Simples: os americanos não são contra a guerra eles são contra perder a guerra. Graças à influência da mídia, eles acreditam piamente que se os EUA perderem a guerra no Iraque, no dia seguinte um exército de terroristas estará pronto a entrar no território americano para matar o maior número possível de pessoas. Americanos assistem filmes americanos e realmente acreditam neles. Se um candidato se mostrar capaz de liderar os Estados Unidos para a vitória final, ele está garantidamente eleito.</p>

<p>Tá bom, mas como Michael Bloomberg seria capaz de convencer o povo americano que ele é o homem certo? Esta é a parte simples: mídia. Se a mídia foi capaz de, durante 6 anos enganar os americanos e convence-los que Sadam mandou explodir as torres, ela também é perfeitamente capaz de direcionar o eleitorado para onde quiser. Não acredita? Olhe para seu próprio país. Quantos escândalos estouraram no colo do Lula nos últimos dois anos? Porque ele ainda não foi empichado? Simples: porque a Globo não quis. Você acha que foram os movimentos populares que derrubaram o Collor? Claro que não. Aquele pilantra caiu porque a Globo quis. Provavelmente ele tinha planos de criar seu próprio império de mídia, passando a perna no titio Roberto.</p>

<p>E porque a mídia apoiaria um candidato independente e ainda por cima judeu? Porque quase toda a mídia americana é dominada por judeus. Esta é a razão pela qual Israel consegue tanta influência sobre as decisões em Washington. Não acredita em mim? Vá ao Google e pesquise por “us media owner” ou, para sua conveniência, clique neste link: http://www.google.com/search?hl=pt-BR&q=us+media+owner&btnG=Pesquisar e divirta-se.</p>

<p>Eu sou o chato de galochas.</p>]]>
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    <title>Reclama Antônio, reclama...</title>
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    <published>2007-03-04T15:54:11Z</published>
    <updated>2007-03-04T19:28:51Z</updated>
    
    <summary>No Jornal do Brasil de hoje (4/março/2007) seção Opinião, página A9, o empresário Antônio Ermírio de Morais, publicou um artigo curto e grosso com meia dúzia de resmungos bastante pertinentes....</summary>
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            <category term="Política" />
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.galochas.com.br/">
        <![CDATA[<p>No Jornal do Brasil de hoje (4/março/2007) seção Opinião, página A9, o empresário Antônio Ermírio de Morais, publicou um artigo curto e grosso com meia dúzia de resmungos bastante pertinentes.</p>]]>
        <![CDATA[<p>O artigo começa em torno de um evento bem recente: o sacode que a China deu no mercado especulativo  (também conhecido como mercado financeiro) no início da semana passada, e termina com um questão bem antiga, tão antiga quanto Marx: o eterno conflito entre especulação e produção ou melhor ainda entre o capital e o trabalho.</p>

<p>Um dos resmungos:</p>

<blockquote>Mas quem frequenta e navega no mercado financeiro sabe disso. Uma grande parte de seus granhos é proveniente de especulação e de sorte. A outra parte é sustentada pela economia real, ou seja, pelos que investem na produção.</blockquote>

<p>Em outras palavras, quem trabalha sustenta um bando de malandros que tem capital. Marx já dizia isto Antonio, muito antes de você, mas antes tarde do que nunca para descobrir como algumas coisas funcionam, não é verdade? A única diferença é que Marx teria dito "pelos que trabalham", enquanto você diz "pelos que investem na produção". Diferença pequena mas fundamental.</p>

<p>Outro resmungo:</p>

<blockquote>São mundos diferentes. No da especulação, domina a esperteza; no da produção, corre o suor.</blockquote>

<p>Infelizmente as coisas não são tão simples, nem tão preto-no-branco assim: uma boa parte dos especuladores obtém ou obteve (ou herdou) seu capital especulativo da exploração do trabalho alheio.</p>

<p>Mais um:</p>

<blockquote>Quem investe em títulos públicos em reais, dolar ou euro, tem uma renda líquida de 8% ou 9% ao ano, com a vantagem de pular fora deste negócio da noite para o dia, protegendo o principal e os rendimentos.

<p>Quem investe na construção de uma fábrica ... além de ganhar muito menos e ter mais trabalho, fica sem mobilidade para pular do barco que ameaça afundar.</blockquote></p>

<p>E um resmungo final:</p>

<blockquote>Ocorre porém que a produção, os impostos, as reservas cambiais, a renda e o emprego, vêm da economia da produção.</blockquote>

<p>Resumindo: quem trabalha sustenta que especula e que especula tem muito menos riscos do que quem trabalha. Porque é assim? Porque você escolheu assim. Foi decisão sua. Tá, sua e de mais alguns milhões de pessoas. Entetanto, a maioria delas escolheu assim tangida pela lavagem cerebral da mídia. Você e mais alguns escolheram o capitalismo, e no capitalismo, manda o capital e não o trabalho.</p>

<p>No finalzinho do artigo ele manda uma pergunta: <blockquote>Até quando o mundo ficará separado pelas duas economias?</blockquote></p>

<p>O problema aqui é que as duas economias não são tão separadas assim como você gostaria de nos fazer acreditar. Se você considerar como economia de produção apenas as pequenas empresas os trabalhadores individuais e os empregados das grandes empresas, sim há uma clara separação, mas à medida que você adiciona ao bolo os grandes conglomerados capitalistas, esta separação vai se tornando mais tênue, pois grandes empresas produtoras também são também grandes especuladres.</p>

<p>A especulação nasce da concentração de capital. E esta concentração é natural da ecomonia capitalista, ou seja, o capital que já está concentrado hoje vai ficar ainda mais num futuro próximo. A especulação que já domina e manda nos governos de quase todas as nações do mundo, vai dominar e mandar mais ainda.</p>

<p>Ou seja, a escolha foi sua e vai continuar sendo assim, portanto, é melhor ir se acostumando.</p>

<p>Você pode ler o texto completo na <a href="http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/03/04/pais20070304007.html">edição eletrônica do JB</a>.</p>

<p>E eu sou o Chato de Galochas.</p>]]>
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    <title>Terrorismo sem fazer força</title>
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    <published>2006-08-26T14:58:55Z</published>
    <updated>2006-08-26T17:44:37Z</updated>
    
    <summary>Desde que Georgete Moitinha se abancou na casa branca, o terrorismo tem deitado e rolado, e vai continuar assim, mesmo muito tempo depois que ele for apeado, nas próximas eleições. O terrorismo vai continuar proliferando porque ele criou, e continua...</summary>
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        <name>O Chato de Galochas</name>
        
    </author>
            <category term="Política" />
    
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        <![CDATA[<p>Desde que Georgete Moitinha se abancou na casa branca, o terrorismo tem deitado e rolado, e vai continuar assim, mesmo muito tempo depois que ele for apeado, nas próximas eleições. O terrorismo vai continuar proliferando porque ele criou, e continua criando todas as condições para que este se desenvolva.</p>]]>
        <![CDATA[<p>O Rio de Janeiro é uma cidade com topologia bem particular. É uma cidade enorme, mas cujo crescimento é delimitado a sul e a leste pelo mar e a norte e oeste pelas montanhas. Isto fez com que a cidade desenvolvesse uma enorme quantidade de túneis. No momento que escrevo este artigo, a Wikipedia relaciona 15: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Cidade_do_Rio_de_Janeiro">http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Cidade_do_Rio_de_Janeiro</a>, mas eu acho que existem mais.</p>

<p>Aproveitando-se desta peculiaridade, a alguns anos a bandidagem inventou um novo tipo de assalto: o arrastão no túnel. A técnica é fácil: usando armas, um ou mais carros são parados no meio de um túnel longo, em horário movimentado. À medida que os carros vão parando atrás, cria-se um engarrafamento que impede a aproximação da polícia. Como estão dentro de um túnel, helicópteros também seriam inúteis.</p>

<p>Incapacitados de fugir, tudo que os motoristas podem fazer é esperar que não sejam escolhidos. Felizmente, meu Monza velho e caído não desperta a cobiça de ninguem, pois é muito mais lucrativo aos pilantras levar um carango importado.</p>

<p>Depois de uma meia duzia de três ou quatro ataques deste tipo, uma neuroze foi criada. Bastava que algum carro parasse por problemas mecânicos, ou que um outro produzisse explosões devido a falta de regulagem do motor para que um ataque de histeria coletiva se instaurasse. Por razões mínimas, dodocas e dondocos abandonavam seus carros no meio da pista e saiam correndo na direção oposta, causando sérios transtornos à cidade.</p>

<p>Algo bastante similar está acontecendo exatamente agora nos aeroportos do mundo. A alguns dias atrás um grupo de 12 simplórios e felizes indianos foi preso. Eles foram considerados terroristas por um punhado de americanos neuróticos somente porque mandavam e/ou liam mensagens de texto em um celular, que era passado de mão em mão, ou seja, um comportamento absolutamente comum.</p>

<p>Além da neurose já estar devidamente instalada, o governo dos Estados Unidos está instalando e obrigando outros governos a instalarem, sensores para detectar a presença de produtos químicos explosivos. Além de detectarem explosivos estes dispositovos também detectarão componentes químicos que poderiam ser utilizados para fabricar o explosivo já a bordo do avião.</p>

<p>Enquanto estes dispositivos não estão sendo largamente utilizados, os gringos vão se virando com os bons e velhos cachorros, devidamente treinados para farejar certos componentes. Cães já eram utilizados para detectarem cocaina nas malas dos carros ao cruzarem a fronteira com o México, e recentemente causaram a evacuação de um terminal de carga ao identificarem erroneamente um containter que teria explosivos.</p>

<p>Assim que estes dispositivos estiverem operando, os terroristas rapidamente aprenderão a utilizá-los em proveito próprio. Lembre-se: o objetivo de um terrorista é causar terror. E para isso, ele não precisa, a rigor, matar ninguém. Não é necessário explodir o avião. Não é necessário nem mesmo entrar no avião. Na verdade ele nem precisa passar perto do aeroporto. Tudo que o terrorista precisará fazer é passear tranquilamente pela parte turística da cidade.</p>

<p>Bem vestido, esporte fino, cabelo e barba muito bem feitos, sozinho ou acompanhado de uma bela garota de programa. Nada que lembre um perigoso e violento religioso. Nos pés um tênis reeeeboque caríssimo. Dentro do salto do tênis, um reservatório de algum produto químico, que seja fácil de obter e mais fácil ainda de detectar. No bolso da calça, o dispositivo que ativa o borrifador.</p>

<p>Andando pela calçada, ou pelo saguão do hotel onde ele está hospedado, ele para ao lado de alguma mala deixada no chão, enfia a mão no bolso, borrifa sua química e se manda. O incauto hóspede deixa o hotel, pega um taxi direto ao aeroporto. Minutos depois, preso, interrogado, incomunicável por vários dias, sem saber porquê. O aroporto é fechado e evacuado. Dezenas de vôos são cancelados. Centenas de bagagens se extraviam. Prejuizo de milhões.</p>

<p>Duas semanas depois outro terrorista, em outra cidade, de preferência do outro lado do mundo, causa o mesmo bafafá. Mais prejuizos. Um ano depois, metade das companias aéreas do mundo está falida ou dependendo de socorro estatal para sobreviver. A industria do turismo está arrazada. O desemprego grassa. A economia afunda. E tudo isto por causa de um americano babaca.</p>

<p>Eu sou o chato de galochas.</p>]]>
    </content>
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    <title>Rede doméstica de corrente contínua</title>
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    <published>2006-07-23T14:45:18Z</published>
    <updated>2006-07-23T19:59:34Z</updated>
    
    <summary>Quantas fontes você tem em casa? Fontes destas de colocar na tomada e plugar em algum pequeno aparelho elétrico como um telefone sem fio, por exemplo. E então, quantas você tem? Eu tenho 8, quer conferir?...</summary>
    <author>
        <name>O Chato de Galochas</name>
        
    </author>
            <category term="Idéias" />
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.galochas.com.br/">
        <![CDATA[<p>Quantas fontes você tem em casa? Fontes destas de colocar na tomada e plugar em algum pequeno aparelho elétrico como um telefone sem fio, por exemplo. E então, quantas você tem? Eu tenho 8, quer conferir?</p>]]>
        <![CDATA[<p>Minha lista:</p>

<p>. Carregadores de celular (2)<br />
. Telefone sem fio<br />
. Modem DSL<br />
. Scanner<br />
. Impressora<br />
. PS2<br />
. Carregador de pilhas</p>

<p>Estes são os que estão na ativa. Além destes há pelo menos mais seis, de diversas procedências. Os que estão na ativa são facilmente identificáveis: basta seguir o fio. Os que estão guardados numa caixa são outra história. A maioria deles não tem a etiqueta do fabricante do aparelho original, e sim uma etiqueta genérica do fabricante da própria fonte. Desta forma, eu não faço a menor idédia de onde cada um deles veio.</p>

<p>A maioria das fontes possui, na etiqueta, uma identificação da entrada e saida de corrente. A maioria aceita 110/127 volts de corrente alternada e devolve qualquer coisa entre 3 e 12 volts de corrente contínua. Os aparelhos, por seu lado, raramente indicam a voltagem necessária para serem operados, ou seja, minhas fontes antigas ficarão provavelmente guardadas para sempre, esperando um uso que nunca virá.</p>

<p>Quase todas as fontes entregam sua corrente em um conector de seção redonda, com uma luva interna e um tubo externo. A luva interna, na maioria das vezes leva a carga negativa. Mas nem sempre. Um dos meus chefes já queimou uma câmera digital de R$2500, ao utilizar uma fonte com voltagem ou pinagem errada. Este tipo de coisas é relativamente comum. Tenho certeza que você tem conhecimento de alguma história similar.</p>

<p>Cada uma destas fontes possui internamente um transformador, quatro diodos e alguns capacitores e resistências. As mais sofisticadas possuem também um regulador de voltagem. Apesar disto, são muito baratas, daí esta ambundância toda. Elas são muito baratas porque os materiais e a energia necessários para produzí-las também o são. Estes, por sua vez são baratos porque o petróleo também o é. Atualmente, a humanidade pode se dar ao luxo de desperdiçar.</p>

<p>Entretanto, há sinais de que isto não será assim para sempre. Em vinte anos ou menos nós começaremos a enfrentar um certa escassez de nossa principal matéria prima e fonte de energia. Teremos que aprender a economizar e reutilizar, em vez de simplesmente jogar fora e comprar um novo.</p>

<p>Além de desperdício de materiais, estas fontes também desperdiçam energia. Vou explicar: sempre que uma forma de energia é convertida em outra, há alguma perda. Quando a gasolina sai do tanque. é queimada transformando-se em energia térmica e depois em energia cinética a perda é de mais de 70%, ou seja, menos de 30 % da energia originalmente presente na gasolina se torna movimento nas rodas do carro. A eficiência de um motor à combustão é baixíssima.</p>

<p>Com as fontes não é muito diferente. Existem no mercado fontes de corrente com eficiência de 95%, mas são caras. As fontes caseiras tem, tipicamente uma eficiência de 40 a 50 % em plena carga. Em outras palavras elas jogam fora mais da metade da energia que consomem, apenas uma pequena porção é efetivamente utilizada pelo aparelho plugado nelas.</p>

<p>A idéa apresentada a seguir viabiliza a eliminação quase completa destas pequenas fontes, substituindo-as por cabos simples, baratos e padronizados, facilmente reutilizáveis de forma segura.</p>

<p>Primeiro ponto: a eletricidade chega em sua casa na forma de corrente alternada e continua sendo necessário convertêla para corrente contínua. A idéia aqui é fazer isto em um equipamento central, utilizando uma fonte grande, capaz de alta eficiência, acima de 90 %.</p>

<p>Segundo ponto: esta fonte central entrega corrente em várias voltagens: minha sugestão inicial: 0V, +3V, +9V e +15V.</p>

<p>Terceiro ponto: quatro voltagens implicam em quatro fios, correndo em paralelo por toda a casa. Para não causar confusão, cada fio precisa de uma cor: 0V - preto, +3V - azul, +9V - laranja, +15V - violeta. A cor do fio fica mais quente conforme o aumento da voltagem. Desta forma fica fácil lembrar.</p>

<p>Quarto ponto: quatro fios implicam em uma tomada de quatro pinos. Para evitar que o plugue macho do cabo seja conectado erroneamente, um pino precisa ser diferenciado. Este seria o primeiro pino, que seria chato e correspondente a 0 volt. Os outros pinos são redondos.</p>

<p>Quinto ponto: é comum que em um único local, precisemos de mais de uma fonte. Assim cada ponto de tomada precisa ter no mínimo 3 plugues fêmea, de forma a acomodar pelo menos três aparelhos.</p>

<p>Sexto ponto: A maioria dos aparelhos utiliza entre 4.5 e 6 volts. Esta faixa não está representada na fiação. O que fazer? Simples: utiliza-se os pinos +3V e +9V que dão uma diferença de 6 volts ou utiliza-se os pinos 9V e 15V que também dão a mesma diferença. Para obter 12 volts, utilize os pinos 3V e 15V. Lembre-se: a voltagem é relativa e você pode fingir que o zero está em qualquer ponto, desde que o aparelho alimentado desta forma não se conecte com nenhum outro aparelho alimentado de outra forma, ou seja, usando outra faixa de voltagem. A maioria dos aparelhos domésticos funciona desta forma.</p>

<p>Sétimo ponto: Se o aparelho precisa internamente de uma voltagem mais precisa, digamos 5,2 volts, ele precisará aceitar 6 V e utilizar diodos ou reguladores de voltagem internos para fazer a correção. Diodos de silício reduzem, tipicamente 0,7 V e diodos de germânio, reduzem 0,2 V.</p>

<p>Oitavo ponto: os cabos possuirão, obviamente plugues nas duas pontas. A ponta que se pluga à parede sempre possui os 4 pinos porém dois deles serão de plástico e os outros dois condutivos, de forma que ao próprio cabo selecione a voltagem. Estes plugues possuirão cores para distinguí-los:</p>

<p>3V: azul;<br />
6V: verde (pinos 3 e 9) ou amarelo (pinos 9 e 15);<br />
9V: laranja;<br />
12V: vermlho; e<br />
15V: violeta.</p>

<p>Note que há uma correspondência entre cores de pluges e cores dos fios internos. Isto serve apenas para dar consistência ao sistema como um todo.</p>

<p>Nono ponto: Enquanto as tomadas de parede são uma novidade, os aparelhos propriamente ditos continuariam a utilizar os conectores de seção redonda como hoje em dia, com duas pequenas alterações:</p>

<p>primeira: o pino central do conector sempre receberá a carga negativa;</p>

<p>segunda: à medida que a voltagem requerida almenta, o diâmetro do pino ou da luva mudam, evitando que se utilize um cabo errado que causaria a queima do aparelho.</p>

<p>Décimo ponto: no aparelho, em volta do plugue fêmea, um anel de pástico colorido, na cor correspondente à voltagem facilita a vida do usuário no momento de selecionar ou mesmo comprar um novo cabo.</p>

<p>Ônzimo ponto: as dimensões do pino central e luva do plugue fêmea dos aparelhos seriam os seguintes:</p>

<p>3V: pino central 1,0 mm, luva 3 mm<br />
6V: pino central 0,7 mm, luva 3 mm<br />
9V: pino central 1,0 mm, luva 4 mm<br />
12V: pino central 0,7 mm, luva 4 mm<br />
15V: pino central 1,0 mm, luva 5 mm</p>

<p>Com este esquema, um cabo especificado para uma voltagem X não caberia em um pluge que espera uma voltagem menor, ou porque a luva seria mais estreita ou porque o pino central seria mais gordo.</p>]]>
    </content>
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    <title>Bussunda morreu...</title>
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    <published>2006-06-18T14:57:24Z</published>
    <updated>2006-06-18T16:17:19Z</updated>
    
    <summary>Não sei quanto a vocês, mas na hora que li a notícia me veio imediatamente à cabeça: macumba....</summary>
    <author>
        <name>O Chato de Galochas</name>
        
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            <category term="Midia" />
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.galochas.com.br/">
        <![CDATA[<p>Não sei quanto a vocês, mas na hora que li a notícia me veio imediatamente à cabeça: macumba.</p>]]>
        <![CDATA[<p>Sim senhores, por mais que eu faça, nada tira da minha cabeça que isto tenha sido macumba de algum amigo ou fã do Ronaldo em vingança à gozação que a mídia inteira tem feito sobre a banha extra dele. O fato de eu ser ateu e não acreditar em macumba não ajuda em nada.</p>

<p>Naturalmente o Bussunda não era o único a entoar a galhofa mas era ele que a personificava, e fazia isto muitíssimo bem. Sei disso por amigos, pois, como vocês sabem, eu não assisto televisão.</p>]]>
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