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junho 25, 2007

Israel lança candidatura própria à presidência dos Estados Unidos

Com o mandato de George Bush escorrendo pelo ralo e pouquíssimas possibilidades de fazer um sucessor, Israel começa a se preocupar com o futuro da política externa dos Estados Unidos que vem sendo ditada por Jerusalém há vários anos.

As eleições presidenciais dos EU serão em 2008 e a possibilidade do partido republicano fazer um sucessor é quase nula. Enquanto eu escrevo este texto, a popularidade do Bush filho desceu abaixo dos 26%, um recorde em seus quase 7 anos de mandato. O resto do partido também vai muito mal. As eleições parlamentares de 2006 tiraram a maioria dos republicanos no congresso. Os democratas ganharam a eleição principalmente porque a guerra no Iraque vai mal, muito mal. Uma grande parte do partido já fala abertamente em retirada imediata das tropas, e esta opção está angariando apoio mesmo entre os republicanos.

Israel vê o sucesso americano na guerra do Iraque como de importância vital para sua própria segurança. Uma eventual derrota americana certamente iria alimentar egos de diversos lideres do mundo árabe. Egos estes muito murchos desde as vitórias militares achacapantes de Israel em um passado não muito distante. Uma eventual derrota ou até mesmo uma retirada ordenada das tropas é completamente inaceitável pela maioria dos judeus.

Se a pré-candidata democrata e senadora Hillary Clinton ganhasse as eleições, não haveriam razões para preocupação pois ela tem boas relações com Israel e uma posição no mínimo ambígua em relação à guerra. Mas ela também possui uma altíssima taxa de rejeição o que a torna um grande risco político. A situação volátil no Iraque se traduz em uma volatilidade similar também em território americano. Se o eleitorado esta puto com Bush ele também não está muito satisfeito com os democratas. Neste ambiente de indefinições, Israel corre um grande risco de algum aventureiro com idéias próprias ocupar o salão oval.

Assim, restou a Israel uma alternativa que, embora arriscada pode ser bastante frutífera: lançar uma candidatura própria. O nome: Michael Bloomberg. Se você nunca ouviu falar nele, segue uma rápida apresentação.

É político há bastante tempo e era originalmente democrata e razoavelmente liberal. Pulou para o partido republicano em 2001, basicamente para ganhar (comprar) uma vaga na corrida para a prefeitura de Nova Iorque. Foi eleito não exatamente por ser popular, mas por ter tido o apoio incondicional do prefeito anterior, Rudolph Giuliani, se bem que os 155 milhões de dólares gastos na campanha ajudaram bastante. Foi reeleito e, durante os dois mandatos (o segundo ainda correndo) se tornou bastante popular na cidade que dirige.

Michael Bloomberg é também muito rico. Um dos homens mais ricos dos Estados Unidos, com uma fortuna pessoal avaliada em 5 bilhões de dólares. Dono de um serviço de informações financeiras através de redes de computadores e que também englobam canais de televisão e estações de rádio via satélite.

Mas porque ele seria o candidato de Israel? Três razões:

1. Ele acabou de deixar o partido republicano. Porque? Porque não teria chances de concorrer à presidência pelo partido. Ele não é popular no resto do pais e certamente não ganharia as prévias. E mesmo se ganhasse, concorrer pelo partido republicano é certeza de derrota. Deixando o partido ele poderá concorrer como um independente.

2. Ele é favorável à guerra no Iraque, e completamente contra até mesmo um calendário para a retirada das tropas americanas.

3. Ele é judeu.

Sim, antes que você diga, eu digo a você: o simples fato de ser judeu e favorável à guerra não faz dele necessariamente alinhado aos sionistas.

Com certeza, mas há um pequeno detalhe que eu escondi de propósito: ele é favorável a continuar mentido aos cidadãos americanos que a guerra no Iraque tem a ver com o ataque ao WTC. Quase todo o planeta sabe que o ataque ao WTC em Nova Iorque não teve nada a ver com o Iraque ou com Saddam Hussein. Quase todo, porque a maioria dos americanos continua acreditando que um fato está indissoluvelmente ligado ao outro. Porque eles pensam assim? Ora, porque durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, a mídia americana martela esta mentira em suas cabecinhas. Michael Bloomberg não se faz de rogado, em 2004 durante uma conferência com a imprensa ele disse:

"Don't forget that the war started not very many blocks from here" (Não se esqueçam que a guerra começou a uns poucos quarteirões daqui). Associando claramente a guerra no Iraque aos supostos ataques terroristas.

Certamente também passou pela sua cabeça uma dúvida: se Bush e o partido republicano estão atolados até o pescoço com a guerra no Iraque, como um candidato que apóia esta guerra pode sequer pensar em ganhar eleições? Simples: os americanos não são contra a guerra eles são contra perder a guerra. Graças à influência da mídia, eles acreditam piamente que se os EUA perderem a guerra no Iraque, no dia seguinte um exército de terroristas estará pronto a entrar no território americano para matar o maior número possível de pessoas. Americanos assistem filmes americanos e realmente acreditam neles. Se um candidato se mostrar capaz de liderar os Estados Unidos para a vitória final, ele está garantidamente eleito.

Tá bom, mas como Michael Bloomberg seria capaz de convencer o povo americano que ele é o homem certo? Esta é a parte simples: mídia. Se a mídia foi capaz de, durante 6 anos enganar os americanos e convence-los que Sadam mandou explodir as torres, ela também é perfeitamente capaz de direcionar o eleitorado para onde quiser. Não acredita? Olhe para seu próprio país. Quantos escândalos estouraram no colo do Lula nos últimos dois anos? Porque ele ainda não foi empichado? Simples: porque a Globo não quis. Você acha que foram os movimentos populares que derrubaram o Collor? Claro que não. Aquele pilantra caiu porque a Globo quis. Provavelmente ele tinha planos de criar seu próprio império de mídia, passando a perna no titio Roberto.

E porque a mídia apoiaria um candidato independente e ainda por cima judeu? Porque quase toda a mídia americana é dominada por judeus. Esta é a razão pela qual Israel consegue tanta influência sobre as decisões em Washington. Não acredita em mim? Vá ao Google e pesquise por “us media owner” ou, para sua conveniência, clique neste link: http://www.google.com/search?hl=pt-BR&q=us+media+owner&btnG=Pesquisar e divirta-se.

Eu sou o chato de galochas.